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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Quando a mentira deixa de ser doce


"Henna tinha treze anos quando foi jovialmente casada com o filho mais velho de uma das melhores famílias de Calcutá, e o seu casamento foi conseguido através de uma audaciosa teia de mentiras".

É assim que começa o livro da jovem paquistanesa Roopa Farooki e foi este inicio de livro e capa lindissima que me levaram a comprar estas 300 páginas de letras.

Não fiquei desapontada. A história intrincada de três gerações do Bangladesh a Londres, dos anos 50 à actualidade, está bem contada. Roopa Farooki tem uma escrita muito fluida e que foge aos lugares comuns das descrições de romances banais, dando-lhe um toque poético bastante interessante. As personagens têm uma alma, a história tem um enredo (sem bem que a meio do livro não pareça).

Acho apenas que o livro acaba bem demais, com todas as almas redimidas do seu purgatório de mentiras. Como se os defeitos do ser humano fossem tão facilmente transformados. Quem gosta de finais felizes vai ficar muito satisfeito :)
Pontuação:4

terça-feira, 5 de maio de 2009

Teresa vai à feira

Hoje foi dia da tradicional visita à Feira do Livro de Lisboa.
É a única romaria que cumpro religiosamente já lá vão uns anos.

Este ano estava animada com a ideia de "troca de livros" (apesar de só ter um para a troca - um Ensaio do Saramago que recebi em duplicado). Afinal isso é uma iniciativa pontual e que acontecerá só na próxima semana.

Depois fiquei feliz com o novo horário (se bem que a minha actual vida de super dondoca me permite ir a qualquer horário). Mas não gostei das dezenas de livros encaixotados e o pessoal que se apressava a dizer :"ai, não sei se chegou, passe mais tarde".

Achei a feira muito mais pequena do que o habitual.

Achei os preços muito próximos da venda em loja. Descontos de 1,5 euros e 3 euros nos livros que trouxe. Não chamaria isto preço de feira...

Ainda assim, as aquisições foram estas:





Ficaram por comprar:
"Entre dois palácios", de Naguib Mahfouz
"Djamila", de Aitmatov Tchinguiz

Do primeiro haviam outros livros: "Pois, esse não temos. Acho que não está esgotado, não sei bem. Temos aqui estes? Não quer estes?" - Não, não quero!!! Queria é saber o que é que fazem os livreiros nas feiras se não levam livros!

Do segundo a cena ainda foi mais caricata: "Humm...tem a certeza que isso é nosso? Como é que se escreve? Espere vou ver no catálogo. Ah, pois é. Não sei...Espere...Vou perguntar ao colega. Pois, parece que tinhamos só 2 ou 3 na feira do ano passado. Ligue para a editora ou mande um mail e pergunte pelo livro. Pode comprar on-line. Peça para fazerem preço de feira" - Pois vou fazer isso! Vou fazer isso e perguntar porque raio não levam os livros para as feiras!

O que salvou a tarde foi comer um geladinho da Olá, enquanto esperava que passasse alguém conhecido...E não é que passou...