sábado, 21 de fevereiro de 2009

Slumdog e as cores da Índia


Vi ontem o Slumdog Millionaire e gostei. Mas gostei muito.
Parece que um crítico qualquer da nossa praça afirmou que o filme de Danny Boyle conseguiu transmitir o "cheiro a merda".
Nunca fui à Índia, mas dos vários documentários televisivos, dos vários livros e reportagens que li sobre aquele imenso mundo, realmente não é possível cheirar a rosas e patcholly!
O filme é cru, mas as personagens dão-lhe uma dimensão de doçura e apego irresistivel.
O ritmo e a fotografia são excepcionais - velocidade e cor a perder de vista.
Acho quem não tem interesse nem curiosidade em conhecer a Índia, como este filme redobrará esse desinteresse.
Do lado aposto, quem sonha em poder misturar-se naquela amálgama de cores e cheiros, fica apaixonado.

O homem que me compra os Leonidas, disse que a melhor passagem do filme era a dança final :)
Compreendo o ponto de vista...Depois de longos momentos de tensão, nada como uma boa coreografia para descontrair. Vimos 2 vezes e fomos deitar-nos descansados.
Pontuação:5

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dás-me um docinho, dás?



Neste Natal, as renas vieram carregadas com sacas (sim, sacas de 20kg!!) de chocolate. Mas esqueceram-se dos meus queridos Leonidas...

Hoje era um dia bom para aparecer uma caixinha cá em casa...Dás-me um docinho, dás? Prometo que não como todos no mesmo dia.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Uma estranha leitura



Tenho uma mania...ou melhor...muitas...mas para o caso só interessa esta: gosto de escolher os livros que leio. Eu sei, é estranho...mas é a mais pura das verdades. Ora, neste Natal, entre "O Ensaio sobre a Cegueira" (que já tinha lido) e a "Viagem do Elefante" (de que falarei um dia destes), surge-me "O Anjo mais estúpido".

Humm...peguei no livro com nervosismo e tentando disfarçar a minha desconfiança. Afinal de contas foi oferecido pelo corajoso que continua a provar as minhas adaptações gastronómicas das sopas do Chakall...

Nem se se vos diga, se vos conte.
É que até ao momento nem sei se gostei...
É uma história surreal - ora o Garcia Marquez escreve história surreais e eu gosto;
Tem personagens destrabelhadas - ora o Eça também tem e eu gosto;
É escrito com humor - ora a Zadie Smith escreve com um humor cáustico e eu gosto;
Tem acção - ora o Dan Brown também tem e eu li (bastou o Código e os Anjos), mas li e gostei;
Tem uma linguagem um bocadinho vernácula - e aí não há nada a fazer, não gosto muito não!
Humm...somando positivos e negativos. Vá...valeu a pena subtrair 15 minutitos diários, durante 2 semanas, ao meu sono de beleza.

Deixo apenas uma pequena transcrição da aparição da minha personagem preferida: o Roberto

"Enterrou a cabeça no peito dele e abraçou-o, até que lhe sentiu um alto nas costas e o ruído de algo a arranhar violentamente o blusão. Empurrou-o para trás, no preciso momento em que um minúsculo focinho de cachorro de um morcego-da-fruta se assomava sobre o ombro do piloto. Lena gritava como um coelho preso numa trituradora.
- Que raio é isto? - perguntou elA, recuando no parque de estancionamento.
- É o Roberto - disse Tuck. - Já te tinha falado nele.
- É um animal esquesito demais. Tudo isto é esquisito de mais. - A seguir Lena começou a cantarolar e a andar em círculos, olhando para Tuck e para o morcego de dois em dois segundos. Depois disparou. - Ele está de óculos de sol.
- Pois está e não penses que é fácil arranjar uns Ray-Ban para um morcego-da-fruta".
Pontuação:3

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona



Já tinha saudades de filmes que me provocassem um friozinho no estômago...

Três excelentes interpretações...
Uma excelente realização.
Um argumento bom.

Ah...e que saudades que eu tenho de Barcelona...
Pontuação:5

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Está frio...e então



É inverno...eu sei...o Antímio de Azevedo e seus compinchas da metereologia não param de o repetir...
Está frio...eu sei...a nossa estação metereológica portátil (que quando está bom tempo vai para a varanda e quando está mau tempo vem para a cozinha), assinalou-me depois de almoço 9 graus...

Mas ainda assim...quem consegue resistir a uma tacinha (cheia) de gelado de nata, com pedaços de noz e bananas de chocolate?

Segurem-me que eu vou-me a ele...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Quadrilha e Monstros




Digam lá se não está espectacular? Um trabalho do CENJOR. A música é dos Quadrilha.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um casal, duas bicicletas e mil aventuras


A primeira leitura do ano foi:

"Pedalar Devagar - Quatro anos de bicicleta pela Ásia"
Valérie e João Gonçalo Fonseca
Quetzal Editores
2008
332 pág.
Eu que me achava uma grande aventureira, por já possuir dois inter-rails no currículo, perdi rapidamente daí o sentido à medida que ia lendo as aventuras do João e da Valérie. Munidos de uns sacos-cama, "ração de combate" e muita força de vontade calcorrearam a pé, de bicicleta e à boleia 24 países!!

China
"Viam-se inúmeros ratos espalmados no chão, e os vendedores, empunhando as amostras mortas, gritavam o benefício do seu veneno contra estes roedores. Era difícil pararmos sem que uma multidão se juntasse à nossa volta e dezenas de hellos afluíssem..."
"O fondue de serpente estava delicioso. Demos os sumos da longevidade aos da mesa ao lado, uns jovens que riam hilariantemente, bebiam cervejas, desbastavam cobras, enchiam a mesa de ossos e o chão de lixo"
Tibete
"Lá dentro, o bule de chá, completamente carbonizado pelo fogo de esterco de iaque, estava sobre o lume, cujo fumo saía por um orifício no topo da tenda. O chá de manteiga era servido em taças de madeira que nunca chegavam a estar vazias"
India
"Nas margens do rio estão edificados inúmeros templos, pontes e escadas, estas últimas descendo para dentro de água. E há correntes presas para as pessoas se segurarem, pois o caudal é forte e os afogamentos não são raros nestes dias de festa em que se juntam grandes multidões"
Bangladesh
"No Banga Bazar as baiucas estão cheias de cores. É o paraíso dos costureiros, com tecidos de todas as espécies e linhas enroladas em dezenas de carrinhos encastelados. Algumas ruas são só para joalharias, quase todas pertencentes a hindus, e voltámos a encontrar os pósteres azuis e rosa, estátuas de deuses, e paus de incenso queimando e deixando o ar perfumado. Mais à frente os talhos muçulmanos vendem vacas mortas aos bocados"
Singapura
"A praia, tratando-se de uma paisagem criada artificialmente, com areia trazida doutros lugares, e coqueiros plantados, não era má de todo, mas a água era cinzenta e sempre turva"
Malásia
"Em Juara fizemo-nos forretas e dormimos na tenda, para poupar 1 dólar por dia, em vez de escolher um bungalow! A praia era fantástica: deserta, de areia alvíssima e coqueiro. No fundo do mar os corai formavam um esplendoroso jardim colorido, habitado por peixes tropicais, tartarugas e tubarões do recife. Ao entrarmos na água azul-turquesa e transparente, dezenas de raias fugiram num voo majestoso que levantava pequenas nuvens de areia"
Deixo-vos, apenas, estes pequenos apontamentos de viagem...
E, por mim, arrancava já em direcção à Malásia....

Pontuação:4