Uf, uf, uf...
Chegámos.
Eu cheguei constipada.
Apesar de estarem uns acolhedores 10 graus, não consegui tirar as luvas e o casacão. Para aquela gente (pouco dada a conversas, diga-se), devia estar um tempo de veraneio, pois as ninas andavam de mini-saia e manga curta. Gente louca!
Gostei da viagem. Gostei essencialmente porque gosto de conhecer coisas novas.
Não gostei porque comemos mal, muito mal e muito caro. Uma pizza a 15 euros e uma coca-cola a 3 euros...até me ficaram presas na garganta.
Parecia que tinha voltado aos tempos de inter-rail: supermercado e sandes no quarto...Para não irmos à falência cada vez entravamos num restaurante!
Que a Guinness custe 5 euros, ainda é o menos...É que nem consegui beber a minha na
Guinness Storehouse e era grátis. Troquei-a por um lindo copo de água, no magnifico bar com vista de 360º sob a cidade. Valeu!!

Ir a Dublin e não ir ao museu
Jameson Irish Whiskey é como ir a Roma e não ver o Papa. Assim sendo, lá fomos visitar o mini-museu. Catita, mesmo rústico. Desta vez não me fiz rogada e bebi (não todo, mas bebi) o meu Jameson and Cranbery.

Mas não pensem que os passeios foram exclusivos aos templos do alcool...Nada disso...Entre um jardim e outro, conseguimos dar ainda uma corrida ao
Dublin Castle, infelizmente apenas por fora...pois chegamos às 5 da tarde...

Mas na área do Castelo conseguimos ainda visitar a
Chester Beatty Library e receber dois livros magníficos: um sobre a obra do pintor Albrecht Durer e o Codex Leicester do Leonardo da Vinci que, para quem não sabe, trata-se de uma agenda de Da Vinci, com dezenas de desenhos, esquemas, anotações e engenhos originais, que foi vendida ao Bill Gates por 30 milhões de dólares em 1994.

Não era coisa que alguma vez me tivesse passado pela cabeça...mas as coisas proporcionaram-se a conseguirmos assistir às tradicionais corridas de galgos no Harolds
Cross Greyhound Stadium.

Gostei muito da visita à
National Gallery of Ireland. Vi quadros espantosos, como esta obra de Richard Thomas Moynan e um menos espantoso da vedeta Bono...Foi pena não ter tido tempo para visitar todos os pisos.

As perninhas, apesar de extremamente cansadas, ainda nos levaram à
Christ Church Cathedral, um monumento religioso opulento e lindissímo, que remonta ao século XI.

A
Trinity College, a primeira universidade da Irlanda, teve direito a duas visitas. No primeiro dia parámos no bar da universidade e tomámos um cafezinho refastelados em sofás com décadas de história. No segundo dia, para além de apreciarmos os lindos edifícios mandados edificar em 1592, tentámos visitar a magnífica biblioteca. Infelizmente o nosso Dublin Card não a incluia...e como o tempo urgia...toca a correr...
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Resumindo, achei que a cidade não tem grande charme. É muito espaçosa e pouco envolvente...Minhas queridas ruas tortuosas de Praga, onde volta e meia estava perdida...
Mas Dublin vale (e muito) pela magnífica oferta cultural e museológica à disposição. Precisava de mais 3 dias...Dois para visitar os museus como deve ser e um para descobrir a casa onde viveu Abraham "Bram" Stoker ;)